As cores do som

Sinestesia é um assunto apaixonante. Não estou falando aqui da patologia (que é um outro assunto, tão interessante quanto!), mas sim dessa metáfora poética e palpável que a gente sente na pele. É ver um alimento e antecipar seu gosto, ouvir uma música e  arrepiar o braço, sentir um cheiro e voltar à infância. Os sentidos se misturam e não podem mais ser distinguidos, trazendo o doce gosto fantasioso da realidade.

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Nessa brincadeira, invenções a la Professor Pardal povoam o nosso planeta desde o século XVIII para criar um instrumento que permita enxergar as cores dos sons. O francês Jesuit Louis-Bertrand Castel foi um dos primeiros, com seu “clavicórdio colorido”, que levantava tiras de papel com a cor correspondente a cada tecla que era tocada.

Alexander Rimington inventou em 1893 o “Colour-organ”, que foi utilizado pelo seu xará, o compositor Alexander Scriabin, em sua “sinfonia sinestésica” Prometheus: O poema de fogo.

Assista à curiosa performance da sinfonia de Scriabin aqui: http://www.youtube.com/watch?v=589_HJtPevo

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