Conheça o Grupo Quinto

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Música em grupo

Trabalhar com música em grupo definitivamente não é uma coisa recente. Para nós do Grupo Quinto, talvez tenha sido uma maneira diferente de criar um espaço para a nossa música, fortalecendo as nossas ideias. Nos últimos anos, observamos mais grupos surgindo no cenário musical mineiro – seja o da música erudita ou o da música popular. Com isso, gostaria de ressaltar o trabalho de alguns deles:

– O D E R I V A SONS é um grupo de música contemporânea formado por 6 compositores, que decidiram se unir para levar suas composições para o público. Eles incorporam elementos extra-musicais em suas obras, e propõem formas não-convencionais de se utilizar os instrumentos. Para saber mais sobre o grupo e sua agenda, clique aqui.

– O Quarteto Corda Nova é formado por 4 violonistas que se dedicam à música contemporânea. Os músicos desejam aproximar o público desse repertório, e trabalham em parceria com alguns compositores. Em um de seus projetos, os violonistas lançam mão de elementos cênicos e visuais. Para saber mais sobre o quarteto, clique aqui.

– O Toca de Tatu é um grupo de 4 instrumentistas que se propõe a redescobrir e valorizar a música brasileira de todos os tempos, criando arranjos e composições. Sua referência primária é o Choro, o que não limita a interação com outras linguagens. Para saber mais sobre o grupo, clique aqui.

Todos esses projetos parecem ter algo em comum, entre si e com o Grupo Quinto: buscar maneiras inovadoras de trazer a música para o público. O trabalho em conjunto é um campo fértil para novas ideias, e cada membro do grupo traz vivências que enriquecem e dão forma à sua identidade. Parece haver uma ressonância entre essas propostas, aliadas ao momento em que vivemos no cenário musical mineiro e nacional.

E certamente existem muitos outros projetos como esses, que desejamos ainda conhecer. Desejo que cada grupo consiga cativar o público à sua maneira, e que seu trabalho siga contribuindo para a nossa música por muitos anos!

Por Bárbara Freitas

Um público especial

O Grupo Quinto trabalha desde 2012 com um público específico: crianças da rede pública de ensino. Os encontros dos pianistas com as crianças tem sido muito especiais! No final de 2012 o grupo levou para a Escola Municipal Maria das Neves, em Belo Horizonte, um concerto didático. Os alunos puderam ver como funciona o piano que existe na escola e tocaram com os pianistas. Também ouviram peças de Villa-Lobos e Maurice Ravel. Depois escreveram sobre a experiência e enviaram cartões.

Em junho de 2013 aconteceu a estreia do espetáculo “Villa-Lobos: vamos todos cirandar!” para 392 crianças da rede pública de ensino da cidade de Itabira, MG, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

E em outubro de 2013, na última apresentação do espetáculo da temporada, alunos de escolas públicas de São João Del Rei puderam ver o espetáculo do Grupo Quinto no Conservatório da cidade, dentro da programação da Maratona do Piano. O concerto apareceu em uma reportagem do MGTV, da Rede Globo. As crianças também fizeram mensagens e desenhos sobre o espetáculo.

Cada um desses concertos foi muito gratificante para nós. Alcançar novos públicos é uma das metas do nosso grupo. Que o futuro nos traga inúmeras oportunidades de levar música e beleza para essas crianças!

Por Bárbara Freitas

Vamos todos cirandar?

No dia 19 de julho, o Grupo Quinto estreou na cidade o seu novo espetáculo, “Villa-Lobos: vamos todos cirandar!”. Nessa frase já tem algo um pouco estranho para o universo bastante acadêmico de seis pianistas que estudaram e se formaram pela Escola de Música da UFMG, acostumados com uma série de convenções próprias da sua área de estudo e trabalho: a palavra espetáculo. Afinal de contas, pianistas fazem concerto! Não é mesmo?

Pois é. Aí que vem o ponto central da proposta do grupo: promover conexões entre as mais diversas formas de arte, entre os pianistas, entre artistas e público, e entre as pessoas. Pegamos emprestado a palavra espetáculo lá do teatro, porque o que nós criamos não é meramente um concerto, mas também não deixa de ter elementos de concerto, de teatro, de artes visuais… Aqui, as fronteiras entre cada arte não são definidas. Nós saímos um pouco do nosso lugar de conforto, e contamos com duas parcerias essenciais para fazê-lo: nossa diretora cênica e figurinista Ana Hadad, e nosso designer gráfico Graziani Riccio.

No nosso espetáculo, arquétipos do universo infantil surgem através de seis personagens pianistas, que levam a um mergulho nas cantigas de roda, tão pesquisadas e difundidas por um dos maiores compositores brasileiros: Heitor Villa-Lobos. As peças foram escolhidas entre as Cirandas e Cirandinhas do compositor, que passeiam pela formação dos pianistas e pela memória do público. O piano – elemento central dessa ciranda – se transforma também em peça chave do cenário, recebendo projeções de vídeos e imagens que interagem com as músicas. Assim, vemos uma bailarina que dança desajeitadamente; ou flores que surgem junto com as notas; ou bolinhas de sabão, imagens do dia e da noite… As imagens arrematam a poesia proporcionada também pela música, pela cena, pela voz de Villa-Lobos…

O espetáculo “Villa-Lobos: vamos todos cirandar!” realiza um verdadeiro ingresso lúdico num mundo muitas vezes considerado árido – o mundo da música erudita. Foi pensado para crianças, mas é aberto para todas as idades. E aí, vamos todos cirandar? Afinal de contas, não é todo dia que se vê pianistas tocando com uma asa azul, ou “espanando” o piano, soltando bolinhas de sabão, usando um desentupidor de pia na cabeça…

Foto: Sérgio Cardoso

Por Bárbara Freitas

Villa-Lobos: vamos todos cirandar!

Quando o Grupo Quinto nasceu, fomos movidos por um desejo grande de trabalhar como pianistas em conjunto com diversas artes, interagindo e propondo parcerias artísticas com vários artistas diferentes. Queremos sempre estabelecer as mais diversas conexões entre artistas e público, entre os pianistas (nós mesmos e outros colegas), entre as diferentes formas de arte, enfim: entre as pessoas. Isso para nós é tão forte que está por trás do nosso nome, da escolha da nossa identidade como grupo (não gente, a palavra “quinto” não é porque somos cinco! Hehe).

Pensando nisso, nós propomos um espetáculo diferente, com peças selecionadas entre as Cirandas e Cirandinhas de Villa-Lobos, no qual nós saímos do nosso lugar de músicos para encarar o palco de uma maneira bem diferente…. Villa-Lobos: vamos todos cirandar é um espetáculo concebido para crianças que põe o piano no meio da roda, como o principal participante, mas também onde exploramos diferentes possibilidades cênicas… Acabamos por diluir os limites de onde começa e onde termina cada forma de arte. Afinal de contas, dentro de cada um de nós não há muito limite entre cada habilidade, cada interesse, cada coisa que fazemos, não é mesmo? Nós do grupo, por exemplo, somos pianistas que dançam, que jogam tênis, que fazem capoeira, que falam alemão e francês, que estudam astrologia…

Estão todos convidados! Confira nossa agenda!