Um público especial

O Grupo Quinto trabalha desde 2012 com um público específico: crianças da rede pública de ensino. Os encontros dos pianistas com as crianças tem sido muito especiais! No final de 2012 o grupo levou para a Escola Municipal Maria das Neves, em Belo Horizonte, um concerto didático. Os alunos puderam ver como funciona o piano que existe na escola e tocaram com os pianistas. Também ouviram peças de Villa-Lobos e Maurice Ravel. Depois escreveram sobre a experiência e enviaram cartões.

Em junho de 2013 aconteceu a estreia do espetáculo “Villa-Lobos: vamos todos cirandar!” para 392 crianças da rede pública de ensino da cidade de Itabira, MG, no teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

E em outubro de 2013, na última apresentação do espetáculo da temporada, alunos de escolas públicas de São João Del Rei puderam ver o espetáculo do Grupo Quinto no Conservatório da cidade, dentro da programação da Maratona do Piano. O concerto apareceu em uma reportagem do MGTV, da Rede Globo. As crianças também fizeram mensagens e desenhos sobre o espetáculo.

Cada um desses concertos foi muito gratificante para nós. Alcançar novos públicos é uma das metas do nosso grupo. Que o futuro nos traga inúmeras oportunidades de levar música e beleza para essas crianças!

Por Bárbara Freitas

Anúncios

Grupo Quinto, uma boa notícia!

Outro dia fui convidado para assistir um ensaio aberto do Grupo Quinto. Ah, está bem: eu não caí do céu neste ambiente, já que não sou músico. Minha filha mais nova é uma das integrantes, mas de qualquer maneira foi um privilégio passar algumas horas naquela companhia.

O Grupo é formado de jovens, muito jovens. E como é mister dos jovens, a criatividade e o desejo de realizar estão muito presentes.

Acompanhei a formação de alguns deles (Bárbara, minha filha e Fernanda, amiga dela de infância, desde muito pequenas), outros de alguns anos, como o Ricardo. Minha casa sempre teve este som do piano ecoando pelas paredes. Entretanto é assustador ver como aquelas crianças de outrora se transformaram… O Grupo Quinto é jovem nos ideais mas é maduro justamente naquilo que une os integrantes: o piano. Ah, está bem, de novo, eles vão dizer que ainda tem muito que amadurecer, mas quem não tem?

Eles ensaiavam uma proposta de trabalho com Villa Lobos. Aprendi que existem cirandas e cirandinhas, e qual é a proposta de cada uma destas classificações. As cirandas são peças de maior complexidade, para músicos mais experientes e as cirandinhas são mais apropriadas para crianças. Mas achei complexas as cirandinhas… Os temas são recolhidos de estórias tradicionais. Fechei os olhos enquanto ouvia as músicas e pude escutar meu pai me contando a estória da menina enterrada pela madrasta:

“Jardineiro de meu pai

Não me corte os meus cabelos

Minha mãe me penteava

Minha madrasta me enterrou

Pelos figos da figueira

Que o passarinho bicou

Xô passarinho…”

Fiquei algumas horas envolvido por aquele clima: música, piano e a energia de jovens talentos que revisitavam as estórias antigas e tradicionais de nosso povo e davam a elas a visão da modernidade perene da música de Villa lobos.

Foi muito bom, recomendo, fiquem atentos ao Grupo Quinto: vai dar o que falar!

Convite do Ensaio Aberto

Post por Otaviano Freitas

As primeiras conexões do Grupo Quinto

Como já foi explicado, o Grupo Quinto começou a partir de um convite da Joana Boechat no início do ano para cada integrante do grupo, pra trabalhar juntos e se fortalecer como pianistas. Ela discutiu muito isso com o Flávio Pires, que ajudou a começar com a ideia toda. Ao longo dos meses, e com a ajuda da Mariana Antonoff, ficou claro um objetivo nosso, muito forte: estabelecer conexões entre nós pianistas (e eu gosto de pensar em todos os pianistas, não apenas os sete do grupo), entre a nossa área e várias outras e entre o nosso trabalho e a sociedade, o público.

 Mas se nós pensarmos em conexões entre nós mesmos, vale a pena falar um pouco das que eu, Joana, Fernanda, Ricardo, Anderson, Izabela e Flávio estabelecemos ao longo de anos de convivência. E aí eu me lembro de um dia em que eu e Joana fomos nos reunir com o Graziani Riccio – nosso designer, e uma das pessoas que mais ajudou o Quinto a nascer. Foi uma conversa fundamental para que ele – e nós mesmas – entendêssemos as origens do nosso grupo.

Eu e Fernanda nos conhecemos há 20 anos. Isso mesmo! A gente fazia aula de natação na mesma escola. Depois disso, estudamos no mesmo colégio, fomos colegas de música, e fizemos muitas escolhas de vida bem parecidas. Há até quem diga que somos irmãs gêmeas, e há quem nos confunda! Mas no fundo somos muito diferentes, e é isso que torna a convivência, a amizade e o trabalho em conjunto tão interessantes… Já eu e o Ricardo nos conhecemos há 10 anos. E a nossa amizade foi se estabelecendo aos pouquinhos, mineiramente, e hoje, depois de sermos colegas de música e de escola, somos parceiros de trabalho em várias frentes diferentes… No ano de 2004 – ano do vestibular, nós três estávamos muito juntos, unidos no desejo de ter a música como profissão além de paixão. E foi na prova de música que conhecemos a Izabela, que depois se tornou nossa colega na UFMG. De lá pra cá, vivemos muita coisa: tocamos em projetos da escola, cursamos matérias juntos e nos ajudamos, assistimos cada um crescer como pianista dentro do curso. A Joana já estava lá, e aos poucos fomos tendo contato com ela e com a sua música. O Flávio já estava saindo do curso quando a gente entrou, e ele já tinha estabelecido uma amizade bacana com a Joana. O Anderson foi o último de nós a entrar no curso e passou a fazer parte de um grupo bacana de colegas, que se divertiam juntos e curtiam boa música.

Duo de piano a 4 mãos de Bárbara e Ricardo

Cada integrante acabou contribuindo e trazendo algo de si pro Grupo Quinto. Eu, por exemplo, sempre me identifiquei com a Joana em relação ao desejo de fazer algo mais pela música e pela cultura aqui em BH, já que enxergamos cada vez mais espaço para isso. Também nós duas somos alunas de dança no coletivo Movasse. O Flávio deu um empurrão decisivo pro surgimento do grupo, colocando a necessidade da união dos pianistas pra nos fortalecermos. A Izabela está sempre muito antenada com as oportunidades que surgem através de editais e projetos e ela mesma participa de muita coisa. O Ricardo ajuda demais na parte de divulgação do grupo e vem sempre com idéias novas e bacanas. A Fernanda também é bastante inquieta e, além de ajudar a conduzir o grupo com profissionalismo, traz sugestões muito interessantes. E o Anderson põe lenha na fogueira dessa criatividade toda, dando muitas sugestões nos nossos ensaios, além de ajudar a gente, gravando vídeos nossos tocando as peças. Tudo isso ajuda a nos mostrarmos pro público, do jeito que somos, com nossas qualidades e imperfeições…

Para finalizar, acho que somos resultado de um encontro de trajetórias, que passam a caminhar paralelamente a partir do momento em que criamos um projeto audacioso em conjunto. Fica, então, a pergunta: será que o Grupo Quinto não pode ter começado antes? Há 20 anos, quando conheci a Fernanda??? Ou quando nós todos nos encontramos na Escola de Música da UFMG, há uns 6, 7 anos? Não dá pra saber… O que temos certeza é do nosso desejo de transformar o mundo e nós mesmos, através da nossa paixão em comum: a música e, principalmente, o piano.

Por Bárbara Freitas

Grupo Quinto – Nós e o Piano

Olá! Seja bem vindo.

Sente-se, relaxe, desligue o celular.

Somos o Grupo Quinto. O que nós temos em comum é o piano, a cidade de Belo Horizonte e a vontade imensa de usar a música para ligar o mundo à nossa volta. Para saber de onde surgiu tudo isso e como pretendemos fazê-lo, explore à vontade este espaço.

Esperamos que você nos visite, nos leia, nos ouça, nos assista. Esperamos nos ligarmos a você. Este blog é uma das maneiras de fazer isso.

Ouça o silêncio… já vai começar.