Grupo Quinto, uma boa notícia!

Outro dia fui convidado para assistir um ensaio aberto do Grupo Quinto. Ah, está bem: eu não caí do céu neste ambiente, já que não sou músico. Minha filha mais nova é uma das integrantes, mas de qualquer maneira foi um privilégio passar algumas horas naquela companhia.

O Grupo é formado de jovens, muito jovens. E como é mister dos jovens, a criatividade e o desejo de realizar estão muito presentes.

Acompanhei a formação de alguns deles (Bárbara, minha filha e Fernanda, amiga dela de infância, desde muito pequenas), outros de alguns anos, como o Ricardo. Minha casa sempre teve este som do piano ecoando pelas paredes. Entretanto é assustador ver como aquelas crianças de outrora se transformaram… O Grupo Quinto é jovem nos ideais mas é maduro justamente naquilo que une os integrantes: o piano. Ah, está bem, de novo, eles vão dizer que ainda tem muito que amadurecer, mas quem não tem?

Eles ensaiavam uma proposta de trabalho com Villa Lobos. Aprendi que existem cirandas e cirandinhas, e qual é a proposta de cada uma destas classificações. As cirandas são peças de maior complexidade, para músicos mais experientes e as cirandinhas são mais apropriadas para crianças. Mas achei complexas as cirandinhas… Os temas são recolhidos de estórias tradicionais. Fechei os olhos enquanto ouvia as músicas e pude escutar meu pai me contando a estória da menina enterrada pela madrasta:

“Jardineiro de meu pai

Não me corte os meus cabelos

Minha mãe me penteava

Minha madrasta me enterrou

Pelos figos da figueira

Que o passarinho bicou

Xô passarinho…”

Fiquei algumas horas envolvido por aquele clima: música, piano e a energia de jovens talentos que revisitavam as estórias antigas e tradicionais de nosso povo e davam a elas a visão da modernidade perene da música de Villa lobos.

Foi muito bom, recomendo, fiquem atentos ao Grupo Quinto: vai dar o que falar!

Convite do Ensaio Aberto

Post por Otaviano Freitas

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